O protagonista da história nasce em uma residência simples, com pais amáveis e com dificuldades financeiras. Ele cresceu em uma cidade pequena, onde recebeu uma boa educação de sua família, e aos 17 anos vai para uma metrópole cursar Direito. Tudo é novo, tudo é grande, a diversão é mais divertida, a dificuldade é mais esmagadora, porém ele gostava do que era novo pois isso o desafiava a viver cada vez mais. Foi com o convite de uma amiga qualquer que nosso protagonista conheceu uma igrejinha sem placa nem piso, e foi nessa igreja que ele conheceu o amor, a fé e aquela que seria sua companheira eterna.
Dois anos para terminar a graduação e o dia mais feliz da vida dele chegou. O terno não era o mais caro, a festa não foi a mais divertida, mas também não importava, o mais precioso naquela noite era os dois segundos gastos para dizer "aceito". O primeiro ano não foi fácil, até teve que trancar o curso. Dois anos depois, já com filhos, conseguiu continuar sua graduação. Com dificuldade sua família cresceu, até que a situação financeira se estabilizou. Nunca deixou de dar dízimo, educou os filhos conforme a Bíblia direcionava e foi um Advogado respeitável. Conseguiu uma boa rede de clientes e em dez anos já tinha mais bens que muitos não conseguem durante toda a vida. Aos 36 anos sua vida estava perfeita, e ele amava dizer como Deus era bondoso e misericordioso.
Foi então que um de seus filhos ficou doente. Como um ladrão o câncer levou sua jóia caçula antes mesmo de ensiná-lo a dirigir. Foi difícil, ele clamou conforto à Deus e o conforto veio como uma aceitação. Porém, seu filho mais velho se revoltou contra Deus e passou a viver como se não houvesse amanhã... até que não houve. Dois filhos arrancados de seus braços, e metade da vida ainda para carregar esse peso. Novamente as noites se tornaram invernos longos, e seu travesseiro tomava mais banhos que o cãozinho da família. Ele dizia todos os dias aos colegas de trabalho que Deus era bondoso e misericordioso, mas os colegas já duvidavam de sua sinceridade. Um tempo depois, ainda se recuperando das perdas, eles se mudaram. Uma vida nova em um lugar que não corroesse a mente com lugares que despertavam lembranças de dias nunca vividos. Cidade nova, amigos novos, igreja nova. Tudo estava bem, menos o emprego. Nesta região sua esposa não conseguia emprego e ele não tinha contatos, em apenas um ano eles tiveram que vender a casa e praticamente todos os bens. A vida ainda caminhava, com poucos clientes ele conseguia manter uma casa mediana e sua mulher ajudava no escritório improvisado em um quarto.
Aos 43 anos ele e a mulher conseguiram juntar um pouco de dinheiro para viajar. Uma viagem que custou muito mais que o dinheiro. Durante a viagem um pequeno mal estar o fez ir à um hospital local, que direcionando-o à um médico específico informou sobre um câncer (o mesmo que carregou seu filho). Segundo o doutor, os traumas passados durante os últimos anos aceleraram a doença e ele tinha, no máximo, cinco anos para desfrutar deste mundo. De volta a sua casa, sua mulher chorava não só por ele, mas por toda a vida dos dois. Apesar de tudo, eles não eram tristes pois estavam juntos. Os amigos apoiavam, os dias sorrindo eram mais lembrados que os dias chorando. Três anos passados e praticamente todo dinheiro que os dois conseguiam era gasto com o tratamento sem resultados do câncer. Na igreja, todos oravam por ele, e ele glorificava a Deus. Em seu aniversário de 50 anos lhe restava apenas um de vida. Como todo dinheiro ganho no emprego era gasto nos remédios (que agora eram só para tirar a dor, não para tratar), o casal passou a viver de favor e por doações. Em um dia comum eles estavam conversando com amigos e, após conversarem sobre experiência e velhice de cada um, nosso protagonista disse que agradecia a Deus pelos 50 anos que ele tinha vivido até aquele momento. Logo após chegarem em casa, uma discussão de relacionamento causou espanto em sua esposa, e em sua revolta ela gritou "Como você pode agradecer por essa vida de merda? Tínhamos tudo e agora não temos nada!". Ele, aos prantos, disse "Eu nunca deixei de adorar a Deus, e ele nunca deixou de me amar. Não vou reclamar da vida que ele me deu, e independente do que ele faça comigo, ele ainda é bondoso e misericordioso, pois através de tudo que passamos até hoje ele me usou para falar do nome dele. Não quero saber se ele me tirou algo, não quero saber se ele me dará algo ou se apenas me matará nos próximos meses, se essa é a vida que Deus planejou para mim, essa será a vida que terei". E assim a última pessoa que lhe restava de sua juventude o abandonou.
Eram seus últimos 4 meses, e ele não pensava em esperança, apenas em fé. Sua igreja, apesar de tudo, ainda orava toda semana por ele. Seis meses se passaram, e um exame revelou que seu câncer estava regredindo. Pelos próximos seis anos um testemunho foi pregado em todos os lugares que ele pisava os pés. Em um destes, conheceu uma senhora para chamar de esposa. Juntos, os dois passaram outros 30 anos viajando e contando à todos que tinham ouvidos o que Deus havia feito. Fundaram durante este tempo uma ONG que cuidava de crianças com câncer, intitulada com o mesmo nome do filho caçula perdido. Milhares de crianças foram curadas do câncer mesmo após a morte dele, e inúmeras pessoas ouviram o nome de Jesus pela história de vida do protagonista.
O nome do Protagonista é Jó, e ele não pensou em ganhar mais do que tinha perdido, mas sim confiou que independente de como seria sua vida, ele apenas iria obedecer e agradecer à Deus por tê-la dado, usando todas as oportunidades que tinha para falar do nome de Deus.
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Peço que ninguém analise a história ao pé da letra comparando com a história original. Apenas adaptei ela à realidade de hoje para mostrar um lado do Livro de Jó que o "Evangelismo Capitalista" de hoje não mostra. Meu irmão, se você está numa cova não fique pensando que ela só existe para que depois Deus te dê em dobro. Não barganhe sofrimento por bênção. Tenha FÉ, e independente do que aconteça agradeça a Deus pela experiência que ele está te ensinando, pedindo oportunidades para falar do nome dele. Claro, isso não quer dizer que devemos nos conformar com o sofrimento, pelo contrário, devemos pedir a Deus o que queremos entendendo que se Deus não nos der algo é porquê não podemos ter aquilo para cumprir a vontade dele, e que todo sofrimento que passamos serve para crescermos.



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